Os pés pelas mãos

Marcos Cruz

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sinopse
Sendo eu tão depressa um elefante numa loja de porcelanas como um beija-flor num aterro sanitário, tenho alergia a projectos de longo curso, talvez porque lhes associe uma coerência que toda a vida se me escapou das mãos – e não para o papel. Escrever foi sempre uma coisa dos dias, ainda hoje nasce e morre com eles.
O ontem não ecoa em mim como uma mão estendida, há entre nós um desprendimento higiénico, um picotado pelo qual nos libertamos um do outro na medida do espaço que cada hoje reclama para si.
Sou, por aí, menos um traço contínuo do que a soma das minhas contradições. Se isso surge reflectido no que fui escrevendo ao longo destes últimos anos, então o livro que têm em mãos é um retrato fiel do seu autor.
Marcos Cruz
Nasci em 1972 e não me arrependo. Aprendi a ler aos quatro anos e as letras foram sempre uma paixão, um brinquedo que com o evoluir da vida se converteu em ferramenta de trabalho. Estudei jornalismo e fiz parte da redação de vários jornais (Diário de Notícias, Correio da Manhã e O Norte Desportivo). Ao fim de quase vinte anos de profissão, fui justamente despedido. Entretanto, tinha também fundado fanzines e revistas (Vómito, Camaleão, Op) e colaborado noutros projetos editoriais. Criei os blogues Festas Átimas e Há Panikes na Suécia, hoje desativados. Resolvi o problema do desemprego com uma loja de mobiliário intervencionado (Meioconto) que acabou por não sobreviver à crise. Entrei para a equipa da Casa da Música como copywriter e por lá me mantenho há perto de uma década. Os pés pelas mãos é o meu primeiro livro. Não sei se atrás dele virão mais, mas sei que vou continuar a escrever.
Ano de edição ou reimpressão: 2018
Editor: Coolbooks
ISBN: 978-989-766-195-2
Idioma: Português
Número de páginas (estimadas): 288