Depois de O longo caminho de regresso, publicado pela Coolbooks em 2016, António Bizarro regressa à críptica Saint Paul, à procura de O motor do caos e da destruição, já disponível na livraria virtual Wook, na Bertrand.pt e no Espaço Professor da Porto Editora.

Permeada pela estranheza de um futuro industrial e apocalíptico, a megalópole de Saint Paul – onde passado e futuro colidem, transformando-se mutuamente - assume o protagonismo do fio condutor ao longo dos doze contos que compõem este livro.

O confronto pela Espada de Deus, uma palavra capaz de dizimar a Humanidade, a luta pela sobrevivência no vórtice do êxodo casa-trabalho-casa, psicopatologias que dominam o quotidiano da cidade: O motor do caos e da destruição é uma visão de um futuro distópico, numa obra de ficção-científica que expande um notável universo pessoal com referências que vão desde J.G. Ballard e Joy Division a David Cronenberg.

24-03-2017


Um livro muito interessante.

Gostei do estilo, da forma como está escrito, das referências cinematográficas (o “Rebel Without a Cause” acompanha a história toda). Acho que se o Nicholas Ray regressasse ao mundo dos vivos e quisesse fazer um novo filme sobre jovens, uma adaptação a filme de “Ponto Zero” seria muito possivelmente uma escolha acertada!

As referências musicais também me chamaram a atenção, principalmente para quem é adepto (como eu) de uma onda rock, grunge, com nuances metaleiras pelo meio.

A história não é assim tão descontraída como parece! Atenção a este pormenor… Aos poucos e poucos, o leitor vai-se entranhando no universo de Luísa e começam a surgir várias questões pertinentes, situações tabu, problemas de saúde, LSD, e outras questões bem atuais. É um mundo de ímpetos, de quem quer agarrar e viver ao máximo o momento, com pontas do romantismo clássico, dúvidas e muitas questões. Gostámos de géneros ou de pessoas? O livro responde muito bem a esta questão.

A meu ver, este retrato de uma geração é mais um retrato de um grupo geracional académico, intelectual, artístico. Move-se mais nesses meios e com personagens mais ligadas a esses universos.

Este livro é também um hino à cidade de Santiago de Compostela. Rita Inzaghi mostra-nos um lado menos mainstream (cidade das peregrinações religiosas e tal…). Não é nada disso que aqui está. Existe sim, uma peregrinação, mas é onírica, pessoal e, não menos importante, o culminar de algo na vida das personagens… é o início!

Houve uma frase, uma fala da personagem principal, que me prendeu completamente. Penso que descreve muito bem o universo de “Ponto Zero”.

“A arte é uma urgência… E a ansiedade… um trabalho a tempo inteiro.”

Ora nem mais! Parabéns pelo livro, Rita Inzaghi. Gostei bastante.

Francisco Sousa Faria da Silva é o autor da coleção Os Mosqueteiros.
17-03-2017



Com vista para a Zona Norte, onde se aperta O nó da culpa, estivemos à conversa com Filipe Baptista.

Quem é o Filipe, a pessoa por trás de O nó da culpa?
Um jovem criativo. Acredito que essa é a minha maior qualidade e aquilo que neste momento me define melhor.

Quais as fontes de inspiração a que decorreu para criar o ambiente em que a narrativa decorre?
A minha ideia foi pegar na depressão, que domina a personagem desde o início da narrativa, e transformá-la em concreto, em prédios, ruas, cheiros e lugares. A Zona Norte é a personificação desse sentimento.

O que significou para si a conquista do Prémio Literário Maria Amália Vaz de Carvalho?
Será sempre uma das coisas mais importantes que me aconteceu! Acima de tudo, foi um voto de confiança que me desprendeu de algumas inseguranças quanto à qualidade do meu trabalho.

Nota-se na sua escrita uma maturidade particularmente invulgar para alguém tão novo. A que atribui esse facto?
É provável que essa maturidade esteja ligada à capacidade invulgar que eu tenho de compreender os sentimentos. Daí insistir em escrever sobre o que se pensa e sobre o que sente.

Para terminar, a culpa. Será alguma vez possível libertarmo-nos dela?
Depende da dimensão da culpa, da origem da culpa e da pessoa que a vive. Mas acredito que há esperança para todos os que vivem presos pelo arrependimento.

03-03-2017




O Nó da Culpa, obra vencedora da edição 2016 do Prémio Literário Maria Amália Vaz de Carvalho – Jovens Talentos, é a mais recente novidade da Coolbooks, encontrando-se já disponível na livraria virtual Wook, na Bertrand.pt e no Espaço Professor da Porto Editora.

Da autoria do jovem algarvio Filipe Baptista, este livro, escrito com uma notável maturidade, explora as consequências da dúvida, do medo e do peso da culpa na psique de um homem.

Derrotado por uma sucessão de trabalhos inconstantes e relações sem significado, Roberto decide recomeçar a sua vida na anónima Zona Norte. Uma noite, ao regressar a casa, é testemunha de um crime que poderia ter impedido. Dilacerado pela culpa, decide procurar o responsável, numa busca que o vai levar aos limites da sua consciência.

O Prémio Literário Maria Amália Vaz de Carvalho – Jovens Talentos é atribuído pela Câmara Municipal de Loures. O júri, constituído por Joana Bértholo, João Tordo e José Correia Tavares (em representação da Associação Portuguesa de Escritores), justificou a atribuição do Prémio pela “voz adulta e o tema arrojado” assim como “o excelente domínio de forma e a segurança com que o autor vai construindo a narrativa, de desfecho surpreendente”.

24-02-2017




A partir de hoje, 9 de fevereiro, os jovens leitores têm ao seu dispor mais uma aventura da coleção Os Mosqueteiros, com a publicação de O segredo de Leonardo da Vinci, de Francisco Sousa Faria da Silva.

Depois de impedirem uma intriga palaciana que poderia levar ao fim do frágil equilíbrio do reino de França e ameaçar toda a Europa, Richelieu, Clarick e Cecille viajam para Itália para acompanhar a assinatura de um importante Tratado de Paz. No entanto, o sucesso desse acordo depende também de uma das invenções do génio renascentista Leonardo da Vinci e só Richelieu e seus companheiros a conseguirão manter longe das mãos de um misterioso ladrão mascarado.

09-02-2017