Mais do que uma inspiração, a coleção “Os Mosqueteiros” é a minha homenagem ao romance Os Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas, publicado pela primeira vez em formato de folhetim, no ano de 1844, no jornal Le Siècle.

A primeira vez que li Os Três Mosqueteiros (uma edição antiga do meu avô, publicada em três volumes pela Minerva) houve muita coisa que me passou ao lado. A escrita era densa, com muitos detalhes e enredos secundários que se cruzavam com a história principal. 
No tempo da minha infância, deliciei-me com as gravações VHS de uma série de desenhos animados japoneses que o meu avô me gravava semanalmente. A série, transmitida pela RTP, era uma adaptação do romance de Alexandre Dumas, Os Três Mosqueteiros. Fiquei fascinado com a história, com as cores, com os desenhos das personagens e com todo o universo do século XVII. A dobragem era fantástica e no final de cada episódio o narrador (António Montez) apelava sempre para lermos o livro. 
Li e reli Os Três Mosqueteiros vezes sem conta e considero que é uma obra única no seu género literário. Quando Alexandre Dumas se apercebeu da sua popularidade, escreveu várias sequelas a que o público aderiu com todo o entusiasmo.
Perguntei a mim mesmo, várias vezes, qual é a história que antecede esta obra. Esta coleção é a resposta a esta questão. 
Apesar do romance de Dumas ser uma referência, as histórias apresentadas são autónomas, sempre com rigor histórico como pano de fundo.
 
Os livros da coleção “Os Mosqueteiros” apostam na componente pedagógica e sociocultural. 
A meu ver, as referências históricas e literárias são importantes e é com grande satisfação e de modo comedido que introduzo sempre informação de cultura geral. Por isso mesmo, é já um costume citar autores e personalidades antigos ou contemporâneos à data da história da obra, de modo a introduzir o capítulo. Destaque para Miguel de Cervantes, Júlio César, Dante Alighieri, Thomas More, Luís de Camões, Aristóteles, entre outros. Há uma ligação transcendente entre estas citações e o que se vai desenrolar nas páginas seguintes.
Gosto de fazer paralelismos com personagens das obras de William Shakespeare, de citar frequentemente Maquiavel ou Sun Tsu. Tudo isto sempre no contexto da história.
Escrever para o público juvenil não é fácil e esta coleção tem como objetivo principal unir o entretenimento à pedagogia. Quero que os jovens leitores se divirtam a ler as páginas destes livros, que vibrem com os duelos de espada, que questionem os valores morais e de conduta, que se interessem por cultura geral e que aprendam História.
Tudo isto faz parte do processo de leitura que é importante incutir nos mais novos, apelando assim ao seu pensamento crítico. Outro ponto fulcral é captar o interesse dos jovens de modo a quererem pesquisar por si mesmos mais informação sobre estes temas da História e Literatura.

A ilustração é outro complemento importante da coleção “Os Mosqueteiros”. Na minha opinião e visto que se tratam de obras infantojuvenis, considero que é importante que haja este apelo visual. Enriquecem-se as páginas da história e captam-se os leitores.
 
Francisco Sousa Faria da Silva é o autor de O segredo de Leonardo da Vinci e A conspiração de sangue, títulos que integram a coleção "Os Mosqueteiros".
20-09-2017



Certa noite, acordei sobressaltado e, apesar dos meus melhores esforços, não conseguia voltar a adormecer. A culpa era toda daquela cena vívida que vira no meu sonho e que não me saía da cabeça; uma cena tão realista que me assoberbava o cérebro – assim que fechava os olhos - com um sem número de detalhes: desde as roupas que os personagens vestiam aos penteados que usavam, desde o ambiente que os envolvia aos entalhes nas paredes que os cercava. Mas, para mim, aquilo que mais me espantava era o facto de eu conhecer os personagens todos pelo nome; e não só: sabia quem eram.

Não. Não eram pessoas que conhecesse na vida real. Nunca os vira antes…

Mas conhecia-os.

E foi isto que me fez levantar da cama e garatujar, ensonado, numa folha de papel, os nomes daqueles personagens, bem como os pilares da história que os envolvia: um segredo de família, uma história que não o era e o desespero de uma fuga.

Depois, com a garantia de que Teresa, Maria e Rodrigo não desapareceriam pela manhã, deitei-me para o meu merecido descanso.

No dia seguinte comecei a escrever Marta.

Nem todas as histórias me surgem assim; Marta foi uma exceção...

PJ Vulter é o autor de Marta.
24-08-2017




O rio de Esmeralda, de José Rodrigues, é o mais recente romance publicado pela Coolbooks e está disponível a partir de hoje (em formato físico e digital), na livraria virtual Wook, na Bertrand.pt e no Espaço Professor da Porto Editora.

Funcionária bancária, casada, mãe de dois filhos, Esmeralda é dona de uma vida rotineira, semelhante a um rio que corre entre duas margens, com o destino traçado. Um regresso à sua terra natal, no interior Norte, vinte anos depois de ter rumado à “cidade grande” de Lisboa, altera o curso das águas, fá-las galgar as margens e quebrar a rotina. Esta viagem provoca um encontro com as suas memórias, com uma realidade quase esquecida da qual nunca se afastou verdadeiramente. Será a vida e a história de Esmeralda tão invulgar para que possamos ignorar que “Todos temos um rio a correr dentro de nós”?

Saiba mais sobre O rio de Esmeralda aqui.
03-08-2017




Maresia e Fortuna, de Andreia Ferreira, é o mais recente romance publicado pela Coolbooks e está disponível a partir de hoje (em formato físico e digital), na livraria virtual Wook, na Bertrand.pt e no Espaço Professor da Porto Editora.

Foi por amor que Eduardo nasceu e cresceu junto de Adelaide, Francisco e Simão. Por amor viu descoberta a sua verdadeira história e identidade. Foi também por amor que se moldou e revoltou a vida da pacata vila piscatória de Apúlia e dos seus habitantes.

Numa trama que vive entre o presente e o passado, as relações humanas, carregadas de mentiras, segredos e crimes, expõem os pecados da condição humana num desenlace surpreendente.

A dicotomia entre a natureza e o homem, o puro e o impuro, o mar e a floresta são elementos que fazem a história de Maresia e Fortuna.

Andreia Ferreira apresenta um romance moderno, revestido de elementos clássicos, onde o amor se confunde com a paixão e a violência das relações humanas.



Saiba mais sobre Maresia e Fortuna aqui.
21-07-2017