Uma homenagem às mulheres que sofrem, aceitam e silenciam


No Dia Internacional da Mulher, a Coolbooks publica O que se cala é como se não existisse, uma homenagem às mulheres sofridas, resignadas e condenadas ao silêncio, da autoria de Maria José da Silveira Núncio.
 
O retrato de um país nas memórias e vivências de uma mulher cuja vida ficou marcada por histórias de medo, violência, sonhos e perdas.

Para Alice, o livre arbítrio surgiu demasiado tarde na sua vida. Nascida no Alentejo austero e tirano, a desonra obrigou-a a rumar à capital. Aí, sozinha num quarto onde apenas cabia uma cama de uma pessoa só, a prostituição não se apresentou como uma escolha, mas como uma fatalidade.

Depois de em 2014 se ter estreado na ficção com Calor, publicado em ebook e agora editado em formato físico, Maria José da Silveira Núncio regressa com um romance em que a realidade e a fantasia se cruzam, e os sentimentos das personagens se estendem aos leitores.    
   
No dia 16 de março (sexta-feira), às 19:00, a Fábrica Braço de Prata (Lisboa) recebe a autora e as suas obras, num evento que contará com a presença e intervenção de Inês Fontinha, ex-diretora da associação O Ninho, nomeada para o Prémio Nobel da Paz, condecorada com Grau de Comendador da Ordem de Mérito e homenageada com o Prémio de Direitos Humanos pelo seu trabalho na reinserção social das pessoas que se prostituem.


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08.03.2018