O desafio poético de Onório


A Coolbooks, em parceria com a Wook e a Biblioteca Municipal D. Dinis, em Odivelas, desafiou os amantes da rima bem-humorada a escrever um poema, seguindo o exemplo do afamado poeta, protagonista da divertida obra Onório, o poeta bêbado, de Fernando P. Fernandes.

Os participantes deram largas à imaginação e, de entre os motes sugeridos, os vencedores surgiram com poemas dedicados a dois temas queridos de Onório: A besta da minha irmã e A abó num gosta de mim.

Sofia Calixto dedicou o seu poema ao primeiro tema:

Lá vai ela pela rua

Airosa desce a avenida

Não ha moça mais formosa

Que rapariga querida

De chinela no pé

Sai curta bem rodada

É o sonho de qualquer um

Mas que gata assanhada

Morena bem fogosa

Nunca vi nada assim

É tudo o que um homem gosta

Um pesadelo para mim

Aquele poço de formosura

É um encanto sem igual

A besta da minha irmã

É um pesadelo bem real



Com A abó num gosta de mim, Gonçalo Palminha conquistou a admiração do nosso quase-pícaro de Rubiães:

A abó num gosta de mim,

já tentei de tudo com ela.

Lebei-a a passear ao jardim,

até lhe comprei uma cadela.



Maldita belha, sempre angustiada,

passa a bida a resmungar.

Um dia pela polícia será lebada

Se assim continuar.



Bebe um tinto que isso passa,

abó, deixa de ser resmungona.

Qualquer dia ganhas a taça

da mais teimosa daqui da zona.



Ao tempo que pr'aqui ando,

deu-me sede de bagaço.

Onório, se por aí vires o Fernando,

manda-lhe um grande abraço.



Parabéns aos vencedores e obrigado a todos os participantes deste desafio poético!
14.06.2016