Filipe Baptista em discurso direto



Com vista para a Zona Norte, onde se aperta O nó da culpa, estivemos à conversa com Filipe Baptista.

Quem é o Filipe, a pessoa por trás de O nó da culpa?
Um jovem criativo. Acredito que essa é a minha maior qualidade e aquilo que neste momento me define melhor.

Quais as fontes de inspiração a que decorreu para criar o ambiente em que a narrativa decorre?
A minha ideia foi pegar na depressão, que domina a personagem desde o início da narrativa, e transformá-la em concreto, em prédios, ruas, cheiros e lugares. A Zona Norte é a personificação desse sentimento.

O que significou para si a conquista do Prémio Literário Maria Amália Vaz de Carvalho?
Será sempre uma das coisas mais importantes que me aconteceu! Acima de tudo, foi um voto de confiança que me desprendeu de algumas inseguranças quanto à qualidade do meu trabalho.

Nota-se na sua escrita uma maturidade particularmente invulgar para alguém tão novo. A que atribui esse facto?
É provável que essa maturidade esteja ligada à capacidade invulgar que eu tenho de compreender os sentimentos. Daí insistir em escrever sobre o que se pensa e sobre o que sente.

Para terminar, a culpa. Será alguma vez possível libertarmo-nos dela?
Depende da dimensão da culpa, da origem da culpa e da pessoa que a vive. Mas acredito que há esperança para todos os que vivem presos pelo arrependimento.

03.03.2017